Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Independente A máquina de triturar políticos

Portas: conhecer o animal jornalístico para perceber o animal político

O ano não acabou sem Paulo Portas voltar a fechar um capítulo da sua biografia, abrindo um novo que ainda não se percebeu com que voltas se escreverá. Na hora em que Portas anunciou o fim do seu ciclo de liderança do CDS, dois tubarões do jornalismo político português decidiram olhar para esse adeus através da história contada pelo nosso livro. O que nos diz o Portas do Indy sobre a muito longa vida do Portas animal político?

image.jpg

 No Diário de Notícias, o subdiretor Nuno Saraiva diz que O Independente - A Máquina de Triturar Políticos é "um manual indispensável para perceber a cabeça e o modo de agir de Paulo Portas". Mas o Nuno escreve mais: que este foi, dos livros que leu "nos últimos tempos, o que mais prazer" lhe deu ler. Leiam aqui a crónica na íntegra, que vale a pena.

image.jpg

 No Expresso Curto, a newsletter matinal do Expresso, o editor de política do jornal, Bernardo Ferrão, conta hoje que já leu o nosso livro. Para além de considerar que fizémos "um trabalho exemplar de análise de conteúdo e levantamento histórico sobre o que foi aquele jornal que era também um projeto político", confessa: "Devorei o livro com o prazer".

O Bernardo chama a atenção para a atualidade que esta viagem ao passado acaba por ter neste momento: "Agora que Paulo Portas anunciou a sua saída do CDS tenho-me lembrado recorrentemente de várias passagens da história do jornal. E sobretudo pôs-me a pensar como Paulo Portas é de facto um político com muitas vidas. É impressionante como soube dar a volta em vários episódios da sua longa carreira política". E continua, como poderão ler clicando neste link. Ide lá.

CDS - Como Deve Ser. Um prenúncio da discussão de hoje, por ele próprio... há 25 anos

O choque era outro. Tinha-lhe saído a segunda maioria absoluta de Cavaco Silva pela culatra e o futuro da direita estava pelas ruas da amargura. Paulo Portas ainda era o diretor do jornal que a direita devorava e pregava ao seu eleitorado futuro o que deveria ser o partido que representava a direita portuguesa. 

Sete, já se sabe, é o número da perfeição, da vida longa. E foi o número de recomendações de Paulo Portas para Como Deveria Ser o CDS. Passaram 25 anos, 16 com este homem ao leme. 

No dia em que Paulo Portas anuncia que vai deixar de ser o presidente do partido, quisemos dar o nosso contributo para a discussão futura do CDS. Quem já nos leu, já sabe que está lá muito na segunda parte do livro, para quem ainda não leu, mas está mortinho para isso, aqui deixamos um cheirinho. 

 

«A direita está pura e simplesmente no ponto zero. É a posição ideal para pôr tudo em causa e começar de novo» escrevia num artigo com reflexões progra‑máticas, estratégicas e táticas organizadas em «sete recomendações para quem pretenda pensar na direita».

1 - O centralismo não existe;

2 - O inimigo é a esquerda;

3 - Não há alianças;

4 - Oposição precisa-se;

5 - Acabou o ciclo dos professores;

6 - A democracia cristã não chega;

7 - As novas bandeiras.

 

Nem vale a pena comentar, não é?

 

1991 10 18.JPG

 

 

"Como uma libertação sexual": o Indy e a justiça (da entrevista na Rádio Renascença)

capas_do_independente1891ea82.jpg

O José Pedro Frazão, da Rádio Renascença, foi dos primeiros jornalistas a entrevistar-nos por causa de O Independente - A Máquina de Triturar Políticos. A entrevista passou logo no dia do lançamento, em novembro, e tínhamos memória de ter sido uma belíssima conversa sobre o livro, mas também sobre as marcas d'O Independente que ainda perduram no jornalismo e na política portuguesa. Também sobre a forma como, depois do Indy, mudou a relação entre o jornalismo e a justiça.

Pudémos agora confirmar essa boa memória, com a transcrição da entrevista, que a RR publicou na sua página. Aqui fica uma parte:

 

Há uma frase muito interessante no livro, com muita actualidade: "A Procuradoria-Geral da República foi central a alimentar o ‘Independente’”.

LV: Essa frase sai sobretudo por causa do caso Leonor Beleza, onde houve uma proximidade muito grande entre a justiça e o jornalismo. Muitas histórias nasceram da justiça. Paulo Portas tem uma frase que define essa relação "como uma libertação sexual: o jornalismo percebeu que se podia ir mais longe, os procuradores perceberam que se podia ir mais longe, os juízes também e os leitores ficaram a ganhar", diz Portas. Nasce aqui essa relação mais próxima que deu azo a muitas manchetes.

 

E aqui podem ler a entrevista na íntegra.

A pedido de várias famílias... o regresso da manta

Voltamos à incrível e alegre história da manta de João de Deus Pinheiro (salvo seja!). E fazemos a vontade a quem nos disse que do que gostava mesmo mesmo era de ler os textos originais d'O Independente sobre a mais famosa manta alguma vez desaparecida de um avião da TAP.

Então, aqui fica a primeira notícia, que abria a última página da edição de 26 de julho de 1991, com um dos melhores títulos de sempre da história do Indy:

El mantador I.jpg

E a reprise: na semana seguinte, outra vez na última página, o jornal voltava à carga, com outra notícia (não assinada) em que não só reafirmava tudo o que havia escrito como juntava alguns juicy details. Note-se, já agora, a magnífica foto-reportagem que surgia ao lado, sobre o casamento de Patrícia Cavaco Silva com Luís Montez ocorrido nessa semana.

El mantador II.jpg

E, por fim, o desmentido do próprio O Independente, incapaz de provar em tribunal aquilo que havia afirmado e reafirmado. Afinal, tudo não passara de um lamentável equívoco...

Indy_errou.jpg

(Para mais sobre este caso - sim, há muuuuuuito mais! -, ide às páginas de O Independente - A Máquina de Triturar Políticos)

Só para não dizerem que não vos damos música

Playlist.jpg

Esta semana, entre as 13h e as 14h, somos nós que escolhemos a música que passa na TSF. Isso mesmo: "A Playlist de" está por conta da dupla Lil&Fil até sexta-feira. Dividido por dois, deu uma dúzia de escolhas a cada um, o que nos fez sofrer para escolher as músicas que entravam e deixou de coração a sangrar com todas as que ficaram de fora. Negociámos trocas onde havia terreno comum - do género, "Liliana pões tu os The National",  "Filipe, os Radiohead ficam na tua lista" -, de forma a evitar repetições.

Por fim, a Liliana não dispensou este rapaz,

JackW.jpg

e o Filipe esta senhora.

Aldina.jpg

Nas escolhas da Liliana estão estes,

National.jpg

e nas do Filipe estes.

Smiths.jpg

E cada um fez questão de incluir uma destes, que são o único cromo repetido.

Blur.jpg

A playlist da Liliana é sobretudo rockalhada, o que faz sentido vindo de uma alentejana que nunca se deixa dormir na forma; a do Filipe é uma misturada, o que não espanta vindo de alguém que cresceu na loja de discos dos pais. O Filipe ainda não se perdoou por não ter incluído Stevie Wonder e um trio do Cosi Fan Tutte do Mozart; a Liliana ainda não se conformou por ter deixado de fora as outras músicas todas dos Blur, do Damon e dos Gorilaz.

Quanto a vocês, que são alheios a estes pequenos dramas e ligeiros exageros, desfrutem. Na TSF até sexta-feira, a partir das 13h, e com repetição diária à meia-noite. No sábado, há um compacto, depois das 14h. Ah!, e também há música do tempo do Indy.

Consagração é isto: a Força está connosco!

Nada bate o cheiro de um livro acabado de imprimir, trazendo na capa o selo de "2ª edição", ou "3ª edição" ou "4ª edição". É espetacular estar nos tops de vendas desde o lançamento de O Independente - A Máquina de Triturar Políticos. É uma satisfação sermos convidados para fazer apresentações do livro e sermos no final abordados por gente realmente entusiasmada com aquilo que fizemos. É muito bom sermos convidados para entrevistas de rádio, tv, imprensa e novos media para falarmos sobre o nosso trabalho. E é cinco estrelas receber através das redes sociais fotos como esta, de pessoas a comprar ou a ler o nosso livro.

fotografia 1.JPG

Tudo isso é muito bonito, mas...

Consagração é isto: abrirmos o catálogo de Natal do El Corte Inglés e o livro do Indy estar nas mesmas páginas do Star Wars. Isso mesmo - Cavaco, Portas, MEC, Liliana e Filipe lado a lado com o Yoda, o Kylo Ren e o BB-8. E nem precisámos de ter um sabre de luz.

Já desconfiávamos, mas ficámos com a certeza absoluta: a Força está connosco. Que esteja convosco também.

fotografia 2.JPG

 

O Indy, Cavaco, Taveira, jornalismo, política, coisas um bocado disparatadas e algumas revelações inesperadas

Este é um momento do Filipe a solo, mas apenas porque a Liliana estava doente e faltou a essa espécie de consagração que é ir ao programa do Fernando Alvim.

Entre muitas outras originalidades, o Alvim bate com o nosso livro violentamente contra a sua mesa, coisa que ainda nenhum entrevistador tinha feito e nos pareceu ter um efeito bastante relaxante - abrindo todo um novo filão de utilizações para as nossas 346 páginas. Por momentos tememos que o livro fosse utilizado para calçar um daqueles móveis que compõem o cenário, mas não se chegou a tanto.

Outra originalidade do Alvim é fazer combinações bastante improváveis de convidados - que, contra todas as expetativas, resultam. Foi o caso do encontro entre o Filipe e o DJ Kwan, ao ponto de perceberem que podiam ter tido vidas trocadas, o Kwan a escrever em jornais e o Filipe a dar música. E o Filipe faz revelações inesperadas sobre o seu passado no mundo da música (digamos assim...).

Alvim.jpg

Como qualquer programa que se preze, É A Vida Alvim tem duas partes. Pode ver aqui a primeira parte, e aqui a segunda. Como nas boas telenovelas, não é necessário ver tudo para perceber a história. Mas quem opte por não ver tudo fica avisado que perderá alguns vídeos que valem bastante a pena.

E vão quatro! Oh! Oh! Oh!

image.jpg

Este é o nosso mais novo: a quarta edição de O Independente - A Máquina de Triturar Políticos chega a partir de hoje às livrarias. A pensar em quem está a fazer a lista de prendas para dar e/ou para receber neste Natal. Oh! Oh! Oh!

BFF: Marcelo e Paulo, uma história de amigos com ódios de perdição

Ninguém com coração consegue ficar indiferente à forma fofinha como o conceito de amizade tomou conta da política caseira. E não uma amizade qualquer, mas aquela amizade que é a melhor, a eterna, comprimida em três letrinhas apenas popularizadas há dias por Paulo Portas: BFF (para quem passou os últimos dias numa caverna e não sabe o que significam estas letrinhas, nós explicamos: Best Friends Forever. E até traduzimos: melhores amigos para sempre).

Portas, que já anda nisto há uns aninhos, tem uma longa lista de BFF na política. (Somos capazes de a elencar um dia destes.) Para já, aqui fica a referência óbvia aos BFF Paulo e Marcelo. Foi o ângulo pelo qual o DN pegou no nosso livro, conforme demos conta. Mas, perante o sucesso do conceito de BFF, e tendo em conta palavras recentes do professor-candidato sobre outro amigo, e tendo ainda em conta o apoio do partido de Paulo Portas ao candidato-professor, não resistimos a voltar a essa bonita história da relação entre Portas e Marcelo.

O assunto ocupa dez coloridas páginas de O Independente - A Máquina de Triturar Políticos, no capítulo Os Laranjinhas, para além de várias outras referências ao longo do livro. Aí pode encontrar manchetes como esta, do tempo em que Marcelo era a grande aposta de Paulo Portas para ocupar o lugar que então era ocupado por Cavaco Silva (não, ainda não era a Presidência da República, mas a liderança do PSD e do Governo)...

O ultimo a rir.jpg

...e também as exatas palavras de Portas quando, num telefonema para Alfredo Barroso, então chefe da Casa Civil da Presidência da República, percebeu que tinha sido enganado por Marcelo na famosa história da vichyssoise...

Pagina166.jpg

No livro há mais sobre Marcelo. E mais BFF em geral.

Foi assim em Castro Verde. E foi tão bom

Este post começa com uma declaração de interesses... Bem, e com outra declaração de interesses. Primeira declaração: este post tem nas palavras um carinho especial, por ser sobre a apresentação na terra natal da co-autora - que por sinal, é também quem está a escrevê-lo. Segunda declaração: depois do sucesso em Castro Verde, estamos ansiosos por ir à Madeira, terra do Filipe, repetir a dose. Alô Madeira, o que se passa convosco? Foram ultrapassados na curva!

Até agora fizemos quatro apresentações do livro: Lisboa, Porto, Grândola e Castro Verde. E cada uma foi especial à sua maneira. Para o Filipe, terá sido muito especial a ida a Castro Verde. Arrisco falar por ele quando digo que além da conversa, do que ele gostou mesmo foi do jantar com presas de porco preto (ou não tivesse ficado com água na boca depois de passar por uma rotunda com porcos de mármore) e do vinho tinto servido "à temperatura ideal". Palavras dele, não minhas.

Já eu gostei de tudo. Gostei de ver a gente da minha terra a falar connosco sobre o livro, da família presente, dos amigos a torcer por mim, de alguns dos meus professores preferidos ali atentos e de tanta conversa boa. Os alentejanos são gente atenta e por isso, pela primeira vez, deu para falarmos um pouco e respondermos a algumas perguntas. Se o Indy foi uma máquina de triturar politicos porque não conseguiu triturar Cavaco Silva? Faz falta um jornal politicamente marcado hoje em dia? Foi uma máquina de triturar políticos ou de criar um político? Foram algumas das perguntas que nos fizeram e que nos deram água pela barba. Espero que tenham gostado, nós adorámos.

Pela recepção que tivemos esta segunda-feira no café Sétima Arte, que se encheu para nos receber, um muito obrigado. Queríamos agradecer não só à Câmara Municipal pela ideia, como também à Sandra Policarpo e ao Marco Constantino pelo convite e pela maneira como nos receberam e ao Paulo Nascimento pela apresentação. Obrigada por tudo.

image.jpg

image.jpg

image.jpg

Pág. 1/2

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D