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O Independente A máquina de triturar políticos

"Agarra o Diz". A história do secretário de Estado que antes de o ser, já não o era

A história mete uma tomada de posse em novembro no Palácio da Ajuda, um "ajudante de ministro" que era militante do PS, Cavaco Silva a metê-lo fora do Governo. Esta poderia ser uma das histórias da tomada de posse desta quinta-feira do Governo de António Costa. Afinal, Jorge Oliveira, o secretátio de Estado da Internacionalização (curioso, hein?) não tomou posse, porque não conseguiu fazer a viagem do outro lado do mundo até a Lisboa a tempo. Os ingredientes são os mesmos, os predicados que fazem a história, não.

De volta a 1991. Cavaco Silva era então o primeiro-ministro que ia assistir à posse dos secretários de Estado da sua segunda maioria absoluta.Henrique Diz era o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia. O homem tinha um currículo brilhante, mas tinha um problema com um número: 155.427. Não que os dígitos tivessem alguma deficiência especial para o economista Cavaco, mas tinham um anomalia política que lhe carimbaram a saída do Governo antes da sua entrada. Era o número que Henrique Diz tinha como militante do PS.  

Ora Diz era de Aveiro e a nulher tinha ido a Lisboa de propósito para a tomada de posse. Antes da cerimónia, o futuro secretário de Estado tinha ido buscar a mulher à estação de Santa Apolónia quando se derenrola a trama: Cavaco tratou de pôr um ministro para agarrar o Diz e se ele fosse mesmo socialista, então estaria fora do Governo. Assim foi. Diz que com isto tudo, Diz já não foi secretário de Estado.

 

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