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O Independente A máquina de triturar políticos

No Expresso: Cadilhar, entaveirar e dar estalos a Cavaco

Têm sido tantas, e tão elogiosas, as referências na comunicação social a O Independente - A Máquina de Triturar Políticos, que não temos conseguido acompanhar o passo ao que tem sido dito e publicado sobre o nosso livro. Agora que passou o stress do lançamento, e conforme a nossa agenda profissional nos dê vagar (o pós-eleições e o governo de esquerda não têm dado muito descanso aos jornalistas de política, que é o que nós somos), vamos tentar pôr o trabalho em dia. Também não vos queremos maçar com um exercício onanista, por isso tentaremos intercalar essa parte de revista de imprensa com a publicação de mais tesourinhos nada deprimentes das velhas páginas do Indy.

MEC e PP.jpg

 Para início de conversa, aqui fica o texto que o Ricardo Costa publicou na quinta-feira, no Expresso Diário, exatamente à hora a que víamos a FNAC Chiado a abarrotar para a apresentação do livro.

Entre outras coisas, o diretor do Expresso (declaração de interesses - é o jornal onde o Filipe trabalha) escreve isto:

"Ao passar em revista aqueles anos de enorme agitação, o livro não se limita a relatar a vida no jornal e dos políticos que eram alvos das suas manchetes e investigações ou simples loucuras ou ódios. O livro faz um extraordinário relato do que foram esses anos políticos, apesar da lente d'O Independente ser tão boa e potente quanto distorcida."

O Ricardo, como nós, ficou encantado ao redescobrir o verbo cadilhar, que Miguel Esteves Cardoso inventou no auge dos escândalos de Miguel Cadilhe. E citou este bocadinho de uma crónica do MEC que é transcrita no livro:

“Cadilhar é obter uma coisa através de um esquema absolutamente legal. Legal, no sentido brasileiro, claro. É um jogo de palavra .(...) Enfim, é uma troca com garantia de baldroca, uma permuta. É um trocadilhe”. Depois do verbo vem o substantivo: “A estes negócios um bocadilhe dúbios e um bocadilhe aldrabados, que fazem o dia-a-dia dos portugueses, se dá o nome de cadilhes”.

Outro verbo de que já todos nos tínhamos esquecido - incluindo o Ricardo - é o verbo "entaveirar", também cunhado pelo MEC. E lembra, igualmente, o dia em que Portas escreveu que Cavaco "merecia um estalo".

O Ricardo conclui assim o seu texto:

"A genialidade de MEC e PP era evidente e o livro mostra isso página a página. Mas mostra também o seu snobismo absoluto e o mundo fechado onde viviam. Não há qualquer dúvida que foram a dupla mais criativa, divertida e louca do jornalismo português. E essa loucura tanto provocava coisas boas e ímpares como más e igualmente ímpares. E inevitavelmente rápidas. O livro mostra isso página a página. Com mais ou menos projeto político, aquela loucura era efémera. Não por ter pés de barro, mas por andar demasiado depressa. Tanto cadilharam, entaveiraram e deram estalos, que foram às suas vidas, deixando o jornal condenado a um plano inclinado irreversível."

Mas o melhor mesmo é ler o texto todo.

 

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