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O Independente A máquina de triturar políticos

Sem pedir licença e quase sempre sem pedir desculpa

Este é um livro sobre um jornal. Um jornal que marcou uma geração, agitou o país e, mesmo a preto e branco, coloriu o jornalismo cinzento que se fazia por cá. Um jornal que desarrumou certezas, desempoeirou formatos, libertou palavras, espicaçou ideias, provocou debates. Um jornal que desassossegou a política, fez tiro ao alvo a ministros e partiu os dentes ao poder. (...) Um jornal que foi como ser criança outra vez: a perguntar os porquês, a mexer onde não devia, a usar a liberdade toda que tinha, a espantar-se, a descobrir, a ir mais longe, a ser inconveniente, a baralhar palavras e a trocar significados, a escolher lados, a entusiasmar-se sempre que havia razão para isso, a entusiasmar-se mesmo sem razão para isso, a fazer barulho no meio do sossego, a ser cruel, até a ser irresponsável. Com uma energia inesgotável e um voluntarismo que não acabava, mas sem inocência. Sem pedir licença e quase sempre sem pedir desculpa.

 

da Introdução

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