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O Independente A máquina de triturar políticos

De volta e com grandes novidades

Decidimos não dizer nada durante este tempo todo para dar tempo para lerem "O Independente - A máquina de triturar políticos". Gostaram? Bom, na verdade estávamos mesmo à espera de uma grande notícia para vos dar e lembrar aqueles que ainda não compraram o livro que está na hora de o fazerem. Bem, na verdade não foi nada disto. Quisemos mesmo dar descanso a toda a gente. Mas eis que surge um grande motivo para voltarmos a estar aqui: finalmente a FNAC partilhou a nossa apresentação do livro. Sei que estão desejosos para ouvir o que o Filipe tem para contar e as piadas secas que esta que vos escreve tentou fazer. Mas imperdível mesmo são as palavras do João Miguel Tavares e do Ricardo Araújo Pereira. Podem ver aqui.

A primeira campanha dele

Agora que Paulo Portas está de abalada e já circula pelas chancelarias desse mundo fora a recolher comendas e medalhas sobre os seus fatos de bom corte, recuperamos uma pequena pérola do velho Independente: a primeira crónica do Paulo-Portas-político, a dar conta das aventuras e desventuras dos seus primeiros dias em campanha eleitoral.

Talvez para o corte com a casa-mãe não ser tão doloroso, na semana em que o nome de Portas deixou de estar no cabeçalho do Indy, a sua prosa continuou nas páginas do jornal. A clássica coluna Antes Pelo Contrário, que tinha servido para o jornalista zurzir tudo o que era político e mexia, servia agora para o novo político piscar o olho aos eleitores, namorar apoios e confessar felicidades e infelicidades.

Por exemplo, isto: "Pouco a pouco, perco hábitos anarquistas e adquiro conveniências conservadoras. Resisti ao fato completo trinta e dois anos. (...) Lá comprei um fato. Confesso que foi caro e esclareço que é 'produto nacional'. E agora ando com uma gravata na pasta. Nesta matéria, já fui mais feliz".

Aqui fica a crónica na íntegra, que já vale como um documento histórico.

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CDS - Como Deve Ser. Um prenúncio da discussão de hoje, por ele próprio... há 25 anos

O choque era outro. Tinha-lhe saído a segunda maioria absoluta de Cavaco Silva pela culatra e o futuro da direita estava pelas ruas da amargura. Paulo Portas ainda era o diretor do jornal que a direita devorava e pregava ao seu eleitorado futuro o que deveria ser o partido que representava a direita portuguesa. 

Sete, já se sabe, é o número da perfeição, da vida longa. E foi o número de recomendações de Paulo Portas para Como Deveria Ser o CDS. Passaram 25 anos, 16 com este homem ao leme. 

No dia em que Paulo Portas anuncia que vai deixar de ser o presidente do partido, quisemos dar o nosso contributo para a discussão futura do CDS. Quem já nos leu, já sabe que está lá muito na segunda parte do livro, para quem ainda não leu, mas está mortinho para isso, aqui deixamos um cheirinho. 

 

«A direita está pura e simplesmente no ponto zero. É a posição ideal para pôr tudo em causa e começar de novo» escrevia num artigo com reflexões progra‑máticas, estratégicas e táticas organizadas em «sete recomendações para quem pretenda pensar na direita».

1 - O centralismo não existe;

2 - O inimigo é a esquerda;

3 - Não há alianças;

4 - Oposição precisa-se;

5 - Acabou o ciclo dos professores;

6 - A democracia cristã não chega;

7 - As novas bandeiras.

 

Nem vale a pena comentar, não é?

 

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BFF: Marcelo e Paulo, uma história de amigos com ódios de perdição

Ninguém com coração consegue ficar indiferente à forma fofinha como o conceito de amizade tomou conta da política caseira. E não uma amizade qualquer, mas aquela amizade que é a melhor, a eterna, comprimida em três letrinhas apenas popularizadas há dias por Paulo Portas: BFF (para quem passou os últimos dias numa caverna e não sabe o que significam estas letrinhas, nós explicamos: Best Friends Forever. E até traduzimos: melhores amigos para sempre).

Portas, que já anda nisto há uns aninhos, tem uma longa lista de BFF na política. (Somos capazes de a elencar um dia destes.) Para já, aqui fica a referência óbvia aos BFF Paulo e Marcelo. Foi o ângulo pelo qual o DN pegou no nosso livro, conforme demos conta. Mas, perante o sucesso do conceito de BFF, e tendo em conta palavras recentes do professor-candidato sobre outro amigo, e tendo ainda em conta o apoio do partido de Paulo Portas ao candidato-professor, não resistimos a voltar a essa bonita história da relação entre Portas e Marcelo.

O assunto ocupa dez coloridas páginas de O Independente - A Máquina de Triturar Políticos, no capítulo Os Laranjinhas, para além de várias outras referências ao longo do livro. Aí pode encontrar manchetes como esta, do tempo em que Marcelo era a grande aposta de Paulo Portas para ocupar o lugar que então era ocupado por Cavaco Silva (não, ainda não era a Presidência da República, mas a liderança do PSD e do Governo)...

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...e também as exatas palavras de Portas quando, num telefonema para Alfredo Barroso, então chefe da Casa Civil da Presidência da República, percebeu que tinha sido enganado por Marcelo na famosa história da vichyssoise...

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No livro há mais sobre Marcelo. E mais BFF em geral.

Foi assim em Castro Verde. E foi tão bom

Este post começa com uma declaração de interesses... Bem, e com outra declaração de interesses. Primeira declaração: este post tem nas palavras um carinho especial, por ser sobre a apresentação na terra natal da co-autora - que por sinal, é também quem está a escrevê-lo. Segunda declaração: depois do sucesso em Castro Verde, estamos ansiosos por ir à Madeira, terra do Filipe, repetir a dose. Alô Madeira, o que se passa convosco? Foram ultrapassados na curva!

Até agora fizemos quatro apresentações do livro: Lisboa, Porto, Grândola e Castro Verde. E cada uma foi especial à sua maneira. Para o Filipe, terá sido muito especial a ida a Castro Verde. Arrisco falar por ele quando digo que além da conversa, do que ele gostou mesmo foi do jantar com presas de porco preto (ou não tivesse ficado com água na boca depois de passar por uma rotunda com porcos de mármore) e do vinho tinto servido "à temperatura ideal". Palavras dele, não minhas.

Já eu gostei de tudo. Gostei de ver a gente da minha terra a falar connosco sobre o livro, da família presente, dos amigos a torcer por mim, de alguns dos meus professores preferidos ali atentos e de tanta conversa boa. Os alentejanos são gente atenta e por isso, pela primeira vez, deu para falarmos um pouco e respondermos a algumas perguntas. Se o Indy foi uma máquina de triturar politicos porque não conseguiu triturar Cavaco Silva? Faz falta um jornal politicamente marcado hoje em dia? Foi uma máquina de triturar políticos ou de criar um político? Foram algumas das perguntas que nos fizeram e que nos deram água pela barba. Espero que tenham gostado, nós adorámos.

Pela recepção que tivemos esta segunda-feira no café Sétima Arte, que se encheu para nos receber, um muito obrigado. Queríamos agradecer não só à Câmara Municipal pela ideia, como também à Sandra Policarpo e ao Marco Constantino pelo convite e pela maneira como nos receberam e ao Paulo Nascimento pela apresentação. Obrigada por tudo.

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Porto, aqui vamos nós. Hoje às 19h no NorteShopping

Há um mês que lançámos o livo em Lisboa e nada nos tem orgulhado mais do que as vossas opiniões e as conversas que vamos tendo sobre o livro. É isso mesmo que queremos fazer hoje, no Porto. 

Temos um elenco de luxo, com o Carlos Daniel e o Miguel Guedes como apresentadores. Prometemos uma boa conversa. 

Estão todos convidados. É na FNAC do NorteShopping, às 19 horas. 

Até já.

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O Independente como "livro do dia", na TSF

Nas ondas da rádio, O Independente - A máquina de triturar políticos  foi o escolhido pela TSF como O livro do dia desta quinta-feira. 

Nas palavras de Carlos Vaz Marques, O Independente - A máquina de triturar políticos é "uma ilustração perfeita de como o mundo dá muitas voltas". Melhor exemplo: a coabitação numa "luta sem tréguas" de três protagonistas, Paulo Portas, Miguel Esteves Cardoso e Cavaco Silva durante os anos 90 e a sua situação atual.

Não será melhor do que ler o livro, mas ouvir este pedaço de prosa no éter dá-lhe uma boa ideia do que pode encontrar em qualquer livraria.

 

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Fonte e vítima. A relação do professor Marcelo e Portas vista à lupa pelo DN

É possível ter sido tudo no Indy, de fonte a vítima ou até o percurso inverso. Foi o caso de Marcelo Rebelo de Sousa. O professor, na altura ainda sem os comentários aos domingos e longe de uma candidatura presidencial, mas perto de uma ao partido, começou por ser uma das melhores fontes do jornal. Marcelo era amigo de Portas, já do tempo do também extinto Semanário, e alimentou o jornal até que... um dia aconteceu a vichyssoise para entrar não na história gastronómica, mas política do país.

A relação entre os dois foi o ângulo escolhido pelo Otávio Lousada Oliveira, no DN, para contar um pouco da história d'O Independente - A máquina de triturar políticos. O artigo do Otávio e a entrevista que nos fez sairam no dia 5 de novembro, no dia do lançamento. Têm sido tão boas as histórias que têm escrito que estamos agora a recuperar algumas que, por falta de tempo, não conseguimos dar destaque na altura. 

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Para quem não leu em papel, aqui ficam os links. 

Dos encontros convenientes para Marcelo e Portas à vichyssoise da rutura

"O Independente foi um projeto político escondido com um jornal de fora"

 

 

À 2ª é ainda melhor

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Este é o nosso mais novo. É quase igual ao anterior, mas melhor ainda.

Porque é a segunda edição e só isso já nos enche de orgulho. E porque aproveitámos para dar cabo de meia dúzia de gralhas que nos arreliaram. E ainda porque aproveitámos para reproduzir na contracapa e na badana algumas das coisas simpáticas que foram publicadas nestes dias sobre o nosso livro.

As lojas onde O Independente - A Máquina de Triturar Políticos estava esgotado - e são muitas, conforme nos tem dito a Matéria-Prima Edições e nos vão informando muitos leitores através da nossa página de Facebook  - começam esta sexta-feira a receber estes, acabadinhos de sair da gráfica. As lojas onde o livro chegou ao top de vendas também.

Boas leituras.

A festa foi bonita. A seguir será no Porto

Este é um post que está em dívida há uma semana. O lançamento d'O Independente - A Máquina de Triturar Políticos foi no dia 5, e o auditório da FNAC Chiado foi pequeno para receber tanta gente. Tivemos sala cheia, a transbordar, e ficámos com o coração cheio, e igualmente a transbordar.

Muitos amigos, muitos camaradas de profissão - muitos deles fazedores d'O Independente -, vários políticos (nenhum deles triturado pelo Indy) e muito mais gente que não conhecíamos, mas que conhecia O Independente e quis relembrar esse tempo.

A apresentação foi feita pelo João Miguel Tavares e pelo Ricardo Araújo Pereira, que disseram coisas sérias a brincar e brincaram com coisas sérias. Ou seja, exatamente o que se queria. A nós, autores, falámos do "nosso" Independente, aquele que nos marcou no passado e tivemos o prazer de reencontrar agora neste projeto. Ah!, e houve a projeção de algumas das melhores primeiras páginas do Indy, o que só por si foi um espetáculo à parte.

Foi bonita a festa. E estamos a planear uma parecida no Porto. Depois damos notícias sobre isso.

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 (fotos de Nuno Botelho/Expresso)

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