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O Independente A máquina de triturar políticos

Só para não dizerem que não vos damos música

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Esta semana, entre as 13h e as 14h, somos nós que escolhemos a música que passa na TSF. Isso mesmo: "A Playlist de" está por conta da dupla Lil&Fil até sexta-feira. Dividido por dois, deu uma dúzia de escolhas a cada um, o que nos fez sofrer para escolher as músicas que entravam e deixou de coração a sangrar com todas as que ficaram de fora. Negociámos trocas onde havia terreno comum - do género, "Liliana pões tu os The National",  "Filipe, os Radiohead ficam na tua lista" -, de forma a evitar repetições.

Por fim, a Liliana não dispensou este rapaz,

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e o Filipe esta senhora.

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Nas escolhas da Liliana estão estes,

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e nas do Filipe estes.

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E cada um fez questão de incluir uma destes, que são o único cromo repetido.

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A playlist da Liliana é sobretudo rockalhada, o que faz sentido vindo de uma alentejana que nunca se deixa dormir na forma; a do Filipe é uma misturada, o que não espanta vindo de alguém que cresceu na loja de discos dos pais. O Filipe ainda não se perdoou por não ter incluído Stevie Wonder e um trio do Cosi Fan Tutte do Mozart; a Liliana ainda não se conformou por ter deixado de fora as outras músicas todas dos Blur, do Damon e dos Gorilaz.

Quanto a vocês, que são alheios a estes pequenos dramas e ligeiros exageros, desfrutem. Na TSF até sexta-feira, a partir das 13h, e com repetição diária à meia-noite. No sábado, há um compacto, depois das 14h. Ah!, e também há música do tempo do Indy.

Consagração é isto: a Força está connosco!

Nada bate o cheiro de um livro acabado de imprimir, trazendo na capa o selo de "2ª edição", ou "3ª edição" ou "4ª edição". É espetacular estar nos tops de vendas desde o lançamento de O Independente - A Máquina de Triturar Políticos. É uma satisfação sermos convidados para fazer apresentações do livro e sermos no final abordados por gente realmente entusiasmada com aquilo que fizemos. É muito bom sermos convidados para entrevistas de rádio, tv, imprensa e novos media para falarmos sobre o nosso trabalho. E é cinco estrelas receber através das redes sociais fotos como esta, de pessoas a comprar ou a ler o nosso livro.

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Tudo isso é muito bonito, mas...

Consagração é isto: abrirmos o catálogo de Natal do El Corte Inglés e o livro do Indy estar nas mesmas páginas do Star Wars. Isso mesmo - Cavaco, Portas, MEC, Liliana e Filipe lado a lado com o Yoda, o Kylo Ren e o BB-8. E nem precisámos de ter um sabre de luz.

Já desconfiávamos, mas ficámos com a certeza absoluta: a Força está connosco. Que esteja convosco também.

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"Quando Portas não dormia em casa por causa de processos" - O Independente no Público

Com atraso, mas sempre a tempo. O Paulo Pena escreveu sobre o Independente - A máquina de triturar políticos no dia em que lançámos o livro em Lisboa. Na véspera de lançarmos no Porto, recordamos o que saiu no Público sobre nós. O Paulo explorou um ângulo diferente de outros jornais, pondo a lupa na relação umbilical entre o jornal - ou seja, neste caso de Paulo Portas, com a formação de uma nova direita em Portugal. O título parte de uma pequena história do ex-vice-primeiro-ministro, mas a peça conta mais do que essa história - vai ao pormenor político de como criou o "seu" CDS.

 

"Da “peuguinha branca” às “unhas compridas do dedo mindinho” dos ministros de Cavaco, raros foram os que, como Dias Loureiro, escaparam às tintas carregadas deste “projecto jornalístico e político”. Como jornal, O Independente inovou, evangelizou, conquistou. Como política, falhou quase sempre. Na época. Hoje, passados exactamente 20 anos da saída de Portas, a história é outra. A direita uniu-se, Portas faz campanha entre as bases do PSD, Cavaco contribuiu para a união. E Marcelo Rebelo de Sousa é o candidato mais bem colocado para manter a Presidência."

Podem ler aqui no site

 

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"Agarra o Diz". A história do secretário de Estado que antes de o ser, já não o era

A história mete uma tomada de posse em novembro no Palácio da Ajuda, um "ajudante de ministro" que era militante do PS, Cavaco Silva a metê-lo fora do Governo. Esta poderia ser uma das histórias da tomada de posse desta quinta-feira do Governo de António Costa. Afinal, Jorge Oliveira, o secretátio de Estado da Internacionalização (curioso, hein?) não tomou posse, porque não conseguiu fazer a viagem do outro lado do mundo até a Lisboa a tempo. Os ingredientes são os mesmos, os predicados que fazem a história, não.

De volta a 1991. Cavaco Silva era então o primeiro-ministro que ia assistir à posse dos secretários de Estado da sua segunda maioria absoluta.Henrique Diz era o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia. O homem tinha um currículo brilhante, mas tinha um problema com um número: 155.427. Não que os dígitos tivessem alguma deficiência especial para o economista Cavaco, mas tinham um anomalia política que lhe carimbaram a saída do Governo antes da sua entrada. Era o número que Henrique Diz tinha como militante do PS.  

Ora Diz era de Aveiro e a nulher tinha ido a Lisboa de propósito para a tomada de posse. Antes da cerimónia, o futuro secretário de Estado tinha ido buscar a mulher à estação de Santa Apolónia quando se derenrola a trama: Cavaco tratou de pôr um ministro para agarrar o Diz e se ele fosse mesmo socialista, então estaria fora do Governo. Assim foi. Diz que com isto tudo, Diz já não foi secretário de Estado.

 

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O governante cavaquista que chamava "lápides" às manchetes do Indy

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 No dia em que foi lançado O Independente - A Máquina de Triturar Políticos,  o Alexandre David entrevistou-nos para a Antena 1. Uma boa conversa, que pode ouvir aqui, sobre os tempos loucos do Indy e do cavaquismo e sobre o desgaste que aquelas manchetes provocavam a cada sexta-feira, sobretudo para quem estava no poder.

Entre outras histórias, contamos o caso de Paulo Teixeira Pinto, o oficialíssimo porta-voz da segunda maioria absoluta, que tinha a mania de se referir à primeira página d'O Independente como "a lápide". "Quem é que terá a sua lápide esta semana?", era a pergunta que todos ansiavam ver respondida.

 

O MEC já leu. E gostou. E escreveu sobre isso. E nós estamos a liquefazer-nos em baba

"Gostei muito de ler o livro de Filipe Santos Costa e Liliana Valente sobre O Independente, publicado pela Matéria-Prima" - bastavam estas palavrinhas do Miguel Esteves Cardoso, no Público deste domingo, e teríamos o dia ganho. Mas houve mais, bastantes mais. E ainda mais simpáticas.

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Como estas:

"O livro deu muito trabalho, mas valeu (e excedeu) a pena, porque conta, com verdade, uma história, baseada num conjunto de histórias, que nunca foi contada e que tive, assim, o prazer de ler pela primeira vez."

Ou estas:

"[A história] foi muito bem investigada e está muito bem escrita."

Ou ainda:

"Aprendi imenso. Queria apanhar erros mas acabei por saber muita coisa que não sabia; até sobre mim."

Aqui fica o texto todo. O texto do MEC sobre o nosso livro sobre o jornal do MEC. O texto em que o MEC escreve que "A Máquina de Triturar Políticos é uma magnífica reportagem". E nós vamos ali liquefazer-nos em baba.

Como uma peça de televisão pode meter o Indy, Joy Division e a nova vida de uma redação

O jornalista da SIC Pedro Benevides foi falar connosco sobre o livro O Independente. Esta peça saiu na quinta-feira antes do lançamento. O que podemos dizer sobre ela é que, além do bom gosto musical, tem o "espírito Indy" lá dentro. Um belo resumo de uma conversa animada. Esperemos que gostem.

O lançamento já foi (um muito obrigada a todos os que estiveram presentes de uma ou de outra maneira), mas continuaremos a dar por aqui uns aperitivos para aquilo que está nas 340 páginas. Um muito obrigada e até já.

 

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(Para ver o vídeio, basta carregar na fotografia)

 

Apresentações (II)

Esta é uma história d’O Independente. De como germinou em duas das melhores cabeças que escreviam na imprensa portuguesa – Miguel Esteves Cardoso e Paulo Portas –, fez caminho num tempo de euforia em que tudo era possível e se impôs como um produto culturalmente necessário e politicamente incorreto. Esta é, sobretudo, a história d’O Independente político – as cachas, os escândalos, as manchetes, os editoriais corrosivos de Portas, a ironia desenfreada de Esteves Cardoso. O jornal como facto político e como criador de factos políticos. Não foi irrelevante, para a escolha deste ângulo, o facto dos seus dois autores serem jornalistas com um percurso quase todo feito no noticiário político.

Focámo-nos nos dois aspectos que nos parecem os mais interessantes e mais relevantes para esta história política d'O Independente: o semanário enquanto ácido sulfúrico do cavaquismo e fermento de uma nova direita. (...)

 

da Introdução

 

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Tudo isto para lembrar que O Independente - A Máquina de Triturar Políticos está à venda a partir de hoje. E que o lançamento é hoje à tarde, na FNAC Chiado. Quem faltar não sabe o que perde.

Até logo.

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