Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Independente A máquina de triturar políticos

No Observador: a derrota espetacular do Indy

Nos últimos dias O Independente - A máquina de triturar políticos andou nas páginas de jornais e na televisão. Um desses exemplos foi o especial que o David Dinis fez no Observador (nova declaração de interesses, é o jornal onde a Liliana Valente trabalha e o David é o diretor). O texto saiu este sábado, para abrir o apetite aos leitores para o livro. E não poderia ser melhor. O David percorre os capítulos e descobre nas páginas do livro os principais momentos, desde a percepção de que o jornal não tinha compreendido Cavaco, à máquina de abrir espaço para uma nova direita. Para abrir o apetite, o texto acaba assim:

"É verdade: o PSD continuou maior do que o CDS, o euro é popular (mesmo com tantos problemas que, justamente, Portas anotava), Cavaco reinou (embora termine pior do que imaginaria alguém), Marcelo mesmo pode ser Presidente (e terá os seus jantares de ementa secreta). Mas Portas virou líder político (o mais duradouro), influenciou, sobretudo marcou – ele e o jornal que comandou naqueles sete anos.

Como muito bem contam o Filipe Santos Costa e a Liliana Valente, o Indy perdeu. Como muito bem recorda a obra deles, o Indy ganhou. É por isso que estou aqui a falar-lhe dele. Porque era mesmo bom – com tudo o de mau que teve

Pode lero texto aqui.

image.jpg

O livro do Indy na Telefonia

Foram uns bons minutos de conversa com o Paulo Tavares. A TSF deu destaque ao livro O Independente - A máquina de triturar políticos no dia de ontem, mas a conversa mantém-se atual. Aqui, tentámos contar o que de bom há para ler no livro e ainda falámos de jornalismo. Do que se fazia, do que se faz e da liberdade que é necessária. Pode ler e ouvir neste link.

TSF.jpg

 

 

Como uma peça de televisão pode meter o Indy, Joy Division e a nova vida de uma redação

O jornalista da SIC Pedro Benevides foi falar connosco sobre o livro O Independente. Esta peça saiu na quinta-feira antes do lançamento. O que podemos dizer sobre ela é que, além do bom gosto musical, tem o "espírito Indy" lá dentro. Um belo resumo de uma conversa animada. Esperemos que gostem.

O lançamento já foi (um muito obrigada a todos os que estiveram presentes de uma ou de outra maneira), mas continuaremos a dar por aqui uns aperitivos para aquilo que está nas 340 páginas. Um muito obrigada e até já.

 

SIC.png

(Para ver o vídeio, basta carregar na fotografia)

 

Eu cadilho, tu cadilhas, ele entaveira

Falar sobre O Independente é recuperar os momentos mais emblemáticos e polémicos da política portuguesa dos anos 80 e 90. Mas é também lembrar vocabulário inventado por uma redação criativa e em constante erupção. Lembra-se dos verbos "cadilhar" ou "entaveirar"? As histórias que lhe deram origem estão contadas no livro. Partiram da imaginação de Miguel Esteves Cardoso, que se inspirou nas notícias (e entrevistas como esta em baixo) a duas personagens da vida política e social portuguesa: Miguel Cadilhe e Tomás Taveira. Já se está bem a ver qual é o significado destes verbos, não está? Para mais sinónimos... é esperar pelo livro.

Fique com uma das capas da revista mais emblemáticas.

capas grafica 99-6.jpg

 

 

O Homem e a sua mulher - A cósmica surpresa dos mil gostos

Tal como prometido, aqui fica a cósmica revelação. No Facebook já somos mais de mil e por isso muito obrigada a todos.

Se Cavaco Silva era o alvo preferido d' O Independente, o modo como o jornal tratava o casal primo-ministerial mereceu a nossa atenção neste livro. Este é apenas um pormenor da atribulada vida do casal Cavaco Silva, que foi escrutinada ao pormenor. Ainda se lembram da história da marquise na casa da Travessa do Possolo? Também lá está contada.

"Pelo meio da alta e da baixa política, O Independente encontrava sempre o pormenor que revelava o homem (e a sua mulher)". "O retrato do casal Silva, tirado da redação da rua Actor Taborda, era a preto e branco: parolos de classe média, ele um rústico com estudos, ela uma dona de casa com pretensões, ele forreta e deslumbrado, ela possidónia e com manias de cultura".

cosmica.jpg

 

Do capítulo Aníbal e Maria, a PMI (Pequena e Média Intelectual)

Quer chamar nomes a Cavaco? Aprenda com quem sabe

IMG_2235.JPG

 

Vaidoso, vulgar, manipulador, demagogo, narcisista, cínico, estatista, burocrata, maníaco, altivo, autocrata, autoritário, despótico, carismático, egocêntrico, justiceiro, pseudo-iluminado, bimbo, banal, curto, limitado, paroquial, parolo, prepotente, medroso, sem brilho, sem dimensão, arrivista, reacionário, obtuso, confuso, cego, surdo, esquálido, interesseiro, inepto, simplista, oportunista, populista, mediano, salazarzinho de subúrbio, imitação barata, vingativo, tosco, arrogante, um bom hipócrita, pequeno, piroso, pusilânime. Assim era Cavaco Silva, na caraterização exuberante de O Independente. Ninguém foi mais descrito, analisado, noticiado, narrado e adjectivado pelo jornal do que ele.

 

do capítulo O Homo Cavacus

Os segredos de Oliveira e Costa (sim, esse...)

Começamos a publicação de pequenos diamantes jornalísticos que reluziram nas páginas d'O Independente e são merecidamente recuperados no livro O Independente - A Máquina de Triturar Políticos.

E que melhor começo do que com uma figura que marcou a vida pública portuguesa nos últimos trinta anos? Um economista magro e seco, homem que se fez a si mesmo, que subiu na vida a pulso e se apoiou sempre no ninho familiar, até alcançar o estrelato na constelação social-democrata.

Falamos, obviamente, de José Oliveira e Costa. Sim, esse. Anos antes de ser o Oliveira e Costa do BPN, era o Oliveira e Costa dos Assuntos Fiscais, secretário de Estado do segundo governo de Cavaco que teve em mãos a grande reforma fiscal do final dos 80's. Em dezembro de 1988, poucos meses depois do lançamento do jornal, O Independente publicou o seu perfil. O texto, de Isabel Oliveira, revela um Oliveira e Costa como nunca ninguém o imaginara. Aqui fica uma parte. No livro há mais (nas lojas a partir de 5 de novembro).

FullSizeRender (2).jpg

FullSizeRender.jpg

 

Sem pedir licença e quase sempre sem pedir desculpa

Este é um livro sobre um jornal. Um jornal que marcou uma geração, agitou o país e, mesmo a preto e branco, coloriu o jornalismo cinzento que se fazia por cá. Um jornal que desarrumou certezas, desempoeirou formatos, libertou palavras, espicaçou ideias, provocou debates. Um jornal que desassossegou a política, fez tiro ao alvo a ministros e partiu os dentes ao poder. (...) Um jornal que foi como ser criança outra vez: a perguntar os porquês, a mexer onde não devia, a usar a liberdade toda que tinha, a espantar-se, a descobrir, a ir mais longe, a ser inconveniente, a baralhar palavras e a trocar significados, a escolher lados, a entusiasmar-se sempre que havia razão para isso, a entusiasmar-se mesmo sem razão para isso, a fazer barulho no meio do sossego, a ser cruel, até a ser irresponsável. Com uma energia inesgotável e um voluntarismo que não acabava, mas sem inocência. Sem pedir licença e quase sempre sem pedir desculpa.

 

da Introdução

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D